Espaço comunicativo, de teor artístico-cultural, em que a expressão poética assume o papel de maior relevo. Não há aqui lugar a pessimismos fátuos, a frustrações e/ou falsas evidências... Prevalecerão o bom senso e o critério humanísticos!
Segunda-feira, 20 de Março de 2006
UM DECRETO DO DESTINO
menina.jpg
MENINA ORFÃ DE PAI

Quatro anos e meio.
Tinha vindo de longe, muito longe...
do outro extremo do mundo!
Como estranho pássaro...
cabelos loiros
iluminados por brilhantes
olhos verdes!
Voou, aterrou bruscamente
à minha porta.
Um decreto do destino!...
Ar de excelente educação
ministrada
por uma família
cujo pai tinha morrido
há dias...
A soma dos acontecimentos
fizeram dela criança triste
que sofria muito.
Sem pai,
estava longe muito longe!...
Conversei com ela
no meu jardim de rosas.
Jardim luminoso...
luz que suaviza enquanto falo...
ela desliza até mim
e abraça-me.
Suas mãos brancas e frescas
seguram o fio de sua vida
entre as minhas mãos.
Adormece nos meus braços
como sobre um leito...
dormindo...

O pai...
entra na sua cabeça
como uma passagem
entre a terra e as estrelas!
Rezava todas as noites
ao anjo da guarda.
Já tinha visto anjos nos livros...
claros e sorridentes...
riam-se tal como o pai
quando se sentava
na sua cama!...
E seus cabelos com ternura
afagava.
Seus dedos de luz seus carinhos!...
Menina leve parecia voar,
como pássaros para os ninhos,
levando-a para o céu
e com ele ser feliz.
Ele me seguia.
Tenho muitas saudades...
como meu pai me sorria!
No dia seguinte acordava
ainda com luz nos cabelos.
Tinha sonhado!
Nenhuma estrada vi para o céu.
Noites e noites a esperar
um anjo.
Nunca, nunca mais apareceu.
Rezava com muito fervor
para aparecer de novo
meu pai meu amor!
Sabia que mais tarde ia aparecer...
acariciando.
De novo o meu rosto
contemplando
juntinho ao meu coração!...
Ficava levezinha e voava de novo!
Feliz e a sorrir
como meu pai antes de morrer,
cantando poemas de amor,
histórias para mim inventadas.
Vezes e vezes dizia:
minha princesa!...
Asas abertas de meu pai eu via,
braços me levavam ao colo
no caminho acolhedor
para a cama indo.
A luz em forma de ciclo
pelo meu quarto dançando
voando...
nunca vi nada tão lindo!...
Histórias de fadas
que meu pai contava,
como borboletas voando
pousando no meu ombro dizendo:
para sempre és
minha princezinha!...

Durante a vida sempre recebo
estas setas
em forma de luz,
de anjo
sem medo...
Este ciclo de borboletas!...
Nas noites mato saudades...
como nunca tivesse morrido!...
A meu lado
continuas
vivo...
meu pai querido!


Conchita Machado
In A MINHA VIDA É UM POEMA


publicado por conchitamachado às 14:29
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11 comentários:
De Anónimo a 23 de Março de 2006 às 20:27
OLÁ,CONCHITA! Fiquei Feliz em receber sua visita! Lindos seus Poemas! Adorei! Volte sempre a me visitar! É muito Bom fazer novas Amizades! Beijos ,MARY
ESTA FLOR É.......
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______######__**__######_______
________#####_**_#####_________
__________####**####___________
PARA VOCÊ!MARY
(http://mary.am.blog.uol.com.br)
(mailto:maryejairo@yahoo.com.br)


De Anónimo a 23 de Março de 2006 às 16:56
Querida,Conchita:
Qué gustazo entrar a tu blog y leerte.
Cada verso es más poético que el anterior.
Siempre regresaré.
Un beso grande y gracias por tu recuerdo.
InmaFALENA
(http://www.falena.net)
(mailto:falena@ono.com)


De Anónimo a 23 de Março de 2006 às 09:47
Há palavras que nos beijam

Como se tivessem boca,

Palavras de amor,

de esperança,

De imenso amor,

de esperança louca......

Alexandre O'Neill





São as palavras que te trago .... para Ti …………….



Sem palavras

Carlos
(http://vagueandoporti.blogspot.com/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)


De Anónimo a 23 de Março de 2006 às 08:48
"A MINHA VIDA É UM POEMA" ainda bem que bonito!PDivulg
(http://www.lacosazuis.blogs.sapo.pt)
(mailto:pdivulg@sapo.pt)


De Anónimo a 23 de Março de 2006 às 00:22
amei oseu poema, o seu blog e a a sua vistia!
Ficaria feliz se voltasse outras vezes,
bjs
ClaudiaClaudia
(http://claudiapit.zip.net)
(mailto:claudiapit@ig.com.br)


De Anónimo a 22 de Março de 2006 às 21:04
Obrigada pela visita. Gostei desta homenagem e da simplicidade com que o afecto é expresso. Não são precisos adornos quando as coisas saem da alma. Parabéns. digoeu
(http://folhasoltas2.blogs.sapo.pt)
(mailto:digoeu@sapo.pt)


De Anónimo a 22 de Março de 2006 às 11:28
Está lindo o poema, querida Conchita. Acredita que se todas as relações pais-filhos fossem tão ternas como a que escreveste, as coisas seriam certamente melhores para todos. Infelizmente, não é assim. Um beijo grande *Cakau
(http://umparaisonoinferno.blogspot.com)
(mailto:lauracatarina@hotmail.com)


De Anónimo a 22 de Março de 2006 às 02:12
Este poema tem tudo o que de mais puro uma relação pai-Filho deve ter. Lindo e emocionante!

Tudo de bom!

BeijinhoAlexandra
(http://alex13.blog.com)
(mailto:alex13@sapo.pt)


De Anónimo a 21 de Março de 2006 às 20:25
Conchita, obrigada pela visita ao campo e este é um poema lindíssimo quase da minha infância... BeijoMaria Papoila
(http://http//a-papoila.blogspot.com)
(mailto:mantosilva@sapo.pt)


De Anónimo a 20 de Março de 2006 às 21:37
Parabens pelo Poema ... É lindíssimo ... Mts beijinhosGotaDeAmor
(http://poesiadiadia.blogs.sapo.pt)
(mailto:gotadeamor@sapo.pt)


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