Espaço comunicativo, de teor artístico-cultural, em que a expressão poética assume o papel de maior relevo. Não há aqui lugar a pessimismos fátuos, a frustrações e/ou falsas evidências... Prevalecerão o bom senso e o critério humanísticos!
Segunda-feira, 3 de Abril de 2006
OS CAMINHOS DO PROGRESSO SÃO INSONDÁVEIS ...
HUBLE.jpg

NEBULOSA HISTÓRICA

O telescópio espacial Hubble fotografou com incrível pormenor um dos objectos celestes mais estudados: a nebulosa de Caranguejo ou MI, o primeiro corpo da lista do célebre catálogo realizado pelo caça-cometas francês Charles Messier em 1781.
A nebulosa, baptizada devido ao aspecto que tinha nos desenhos feitos por William Parsons em 1844, é formada pelos restos de uma supernova, o final catastrófico de uma estrela com uma massa várias vezes superior à do Sol. Numa questão de segundos, a estrela implode e rebenta, tornando-se tão brilhante como toda uma galáxia.
Em particular, a nebulosa do Caranguejo é o que sobra da explosão de uma estrela situada a 65OO anos-luz da Terra, na constelação do Touro. A explosão supernova foi assinalada e observada por astrónomos chineses e Árabes em 1O54; durante 24 dias, foi visível em pleno dia. O que leva a um mistério: não há qualquer registo na Europa de semelhante fenómeno astronómico.
Alguns investigadores da história desta ciência sugerem que a "lenda do touro e da estrela", sobre a fundação de Teruel (Espanha) possa ter origem no fenómeno.
Na altura, a localização das povoações era determinada perseguindo um animal selvagem até conseguir abatê-lo; erigia-se aí um santuário e, redor, a aldeia. Segundo a lenda, no caso de Teruel foi perseguido um touro sob a estrela Actuel. A representação desta lenda mostra uma estrela entre os cornos do touro. Curiosamente, a Nebulosa do Caranguejo encontra-se entre os "cornos" da constelação do Touro e, para maior coincidência, a origem da lenda e a explosão da supernova foram praticamente contemporâneas.
Lendas à parte: em 1969, foram descobertos no interior da nebulosa os restos da estrela: um pulsar de dez quilómetros de diâmetro que gira sobre si mesmo 3O vezes por segundo!

Pesquisa de
Conchita Machado


publicado por conchitamachado às 16:03
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