Espaço comunicativo, de teor artístico-cultural, em que a expressão poética assume o papel de maior relevo. Não há aqui lugar a pessimismos fátuos, a frustrações e/ou falsas evidências... Prevalecerão o bom senso e o critério humanísticos!
Terça-feira, 13 de Junho de 2006
O INSIGNE PILAR DA IGREJA E DA CRISTANDADE

                                          SANTO ANTÓNIO DE LISBOA 
                                           ( Lisboa, 1195 - Pádua, 1231 )

                         Pesquisa e arranjo de Tânia Paiva, aluna do 10º Ano
 
Foi um frade franciscano e Doutor da Igreja português. Santo António, de seu nome Fernando de Bulhões – nome que lhe é dado pelos seus pais – terá frequentado as primeiras letras na escola da Sé de Lisboa, em cujas proximidades nasceu. Ele era muito extrovertido e traquinas, em criança. Conta-se que o seu passatempo preferido era ir esconder-se para junto dos fontanários e esperar lá pelas raparigas dos bairros típicos de Lisboa que iam com suas cantarinhas à água. Ora, o traquinas, atirava com pedras às cantarinhas que estavam a encher, partindo-as. Depois, divertindo-se, fugia pelas ruas. Mas um certo dia uma das raparigas, mais afoita e tão reguila como ele, foi atrás dele e agarrou-o ameaçando que o levava ao seu austero pai. Ele, chorando diz-lhe que está arrependido e, pedindo-lhe os cacos do cântaro que ele partira juntou-os e – reza a lenda – voltou a compor o cântaro, para espanto da rapariga. Entretanto ele desapareceu e foi-se refugiar no mosteiro de São Vicente, onde os frades gostavam muito dele e o protegiam da ira do pai. Mas, mais tarde, o seu próprio pai foi lá buscá-lo. Só que os frades disseram-lhe que ele ficaria lá para ser também futuro frade. O pai, apesar de indignado com esta rebeldia, lá acabou por condescender e deixou-o entregue à sorte, isto é, àquela vocação meia compulsiva. É assim que Fernando abraça a vida religiosa e se prepara para os seus rigorosos e aturados estudos. A educação e formação que recebeu foi notável. Ele começa por tornar-se frade Agostinho mas todavia quis o destino que viesse, por força das ordens de então, a mudar de nome e de Instituição. Ainda não tinha vinte anos e há notícias dele em Coimbra, para onde se mudou para se dedicar aos altos Estudos Universitários no Mosteiro de Santa Cruz. E é aqui que é ordenado sacerdote. Em 1220 torna-se frade franciscano no Eremitério de Santo Antão dos Olivais, de Coimbra, tendo adoptado o nome de António. Foi aqui que teve conhecimento da vinda para Portugal dos restos mortais de frades franciscanos, martirizados em terras de missão, em Marrocos. António, ficando impressionado com a coragem destes seus irmãos de vocação, desde logo se propôs a ir também para terras de missão. Parte assim para Marrocos em missão apostólica. Contudo, ao chegar a África e não aguentando os rigores do clima e das viagens desse tempo adoeceu gravemente e, mais uma vez o destino, mudou toda a sua vida. De regresso a Portugal, com a força dos ventos e das marés, o navio rumou para o Mediterrâneo e, em breve tempo, achou-se são e em terras de Itália. Os primeiros contactos com seus irmãos de religião – ainda era vivo São Francisco de Assis – foram discretos e humildes. Mas muito cedo o acaso vai fazer dele um fenómeno de notoriedade. São Francisco convoca-o, em 1221, para o Capítulo Geral da Ordem. E é logo ali que revela os seus talentos de orador a pregar perante os seus confrades e de tal maneira cativa São Francisco que este o convida a ensinar Teologia nas escolas franciscanas. Por força da História da Igreja do Ocidente e das graves crises de identidade vai ser o papa de Roma que o vai nomear como a voz oficial da própria Cristandade para que, diante dos heréticos do sul de França – os Albigenses ou Cátaros – e dos incrédulos cristãos europeus seja ele a traçar as vias da fé e das verdades dogmáticas que era urgente restaurar. É nesta sequência que António surge a ensinar nas universidades de Bolonha, Montpellier e Toulouse. Em 1227 é nomeado pela Ordem Franciscana ministro provincial no Norte de Itália. Já com fama de santo e venerado por todos por onde passava destinou os últimos anos da sua vida ensinando Teologia em Pádua. É aqui, nesta cidade onde é acolhido carinhosamente, que veio a falecer exausto , em 1231. Tão depressa cresceu a fama dos seus milagres que o papa Gregório IX , perante milhares de testemunhos credíveis, não hesitou em canonizá-lo apenas nove meses depois da sua morte – caso único até hoje na história da Igreja – e já em pleno Século XX, em 1946 – o papa Pio XII considerando-o “exímio teólogo e insigne mestre em matérias de ascética e mística” o proclama como Doutor da Igreja, isto é, um dos fundamentais pilares que a suporta.



publicado por conchitamachado às 12:08
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11 comentários:
De Martuxa a 13 de Junho de 2006 às 15:27
Vivós Santos Populares =P


De soaresesilva a 13 de Junho de 2006 às 18:03
A Tânia fez um belíssimo trabalho!!! Muito interessante e completo.


De Cláudia a 13 de Junho de 2006 às 18:36
Apesar de toda a sua história, é uma tradição que perdura... Acho que é um valor lisboeta que se deve preservar.


De carla m. a 13 de Junho de 2006 às 18:44
Foi giro ficar a saber a historia do sto antonio, porque de facto na sabia!!!


De Maria Papoila a 13 de Junho de 2006 às 21:29
Muito bom este trabalho de pesquisa da Tânia que gostei de ler.
Conhecia a história de Santo António, e sou uma coleccionadora de imagens e livros, do Santo António por ser português.
Beijo


De Praia da Claridade a 14 de Junho de 2006 às 00:30
Aqui estou de volta a este cantinho que já conhecia e agradecendo a visita ao meu.
Gostei muito deste post dedicado a Santo António de Lisboa !... E parabéns à Tânia Paiva, pela pesquisa e arranjo.
Um dia de Santo António com muita chuva e muita trovoada aqui pela Figueira da Foz... nada bom para as Festas......
Beijinho.
Filipe


De Paula a 14 de Junho de 2006 às 08:29
Obrigada pela vistita ao meu cantinho.
Quando puder leio o seu blog todo.
Beijinhos


De maresia-mar a 14 de Junho de 2006 às 09:11
Olá
por acaso eu conhecia a história do Stº Antº, o padroeiro de Lisboa. Aqui é mais o S. João, eu adoro essa noite, o festejar toda a noite na rua, as sardinhas, o fogo de artificio no Douro, enfim adoro a folia aliada aos santos populares. Bjhs


De CARLA E MIGUEL a 14 de Junho de 2006 às 09:40
vIVA O sANTO ANTÓNIO.....EEHEHE

JOKINHAS

CARLA E MIGUEL


De Anónimo a 18 de Junho de 2006 às 15:48
Image (http://www.interney.net/blogfaq.php)


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