Espaço comunicativo, de teor artístico-cultural, em que a expressão poética assume o papel de maior relevo. Não há aqui lugar a pessimismos fátuos, a frustrações e/ou falsas evidências... Prevalecerão o bom senso e o critério humanísticos!
Domingo, 24 de Junho de 2007
HISTÓRIA DE UMA NOITE DE VERÃO


Foi em noite de Verão
Que eu te conheci.
E a lua mudou
De crescente a cheia
Só p'ra olhar para ti.

          Foi em noite de Verão
          Que eu te conheci. 
          O sol estava longe.
          Surgiu de repente
          Só p'ra olhar para ti.

Foi em noite de Verão
Que eu te conheci.
E as estrelas tombaram,
Caíram, baixaram,
Só p'ra olhar p'ra ti.

          Foi em noite de Verão
          Que eu te conheci.
          Mudei os destinos
          E cantei os hinos
          do gostar de ti.

Eras quatro estações
Minha estrela polar,
dos trópicos tinhas
a força no olhar.
Floresta de amor
em país a inventar...
devagar.

          Eras chuva, eras sol,
          Eras vento, eras mar,
          Eras rio sem foz
          E sem cais de atracar,
          E eu, barco perdido
          Remando e pedindo
          P'ra te navegar.

Foi em noite de Verão
que eu te conheci.
E o silêncio trazia
Valsas de Strauss
P'ra ti e p'ra mim.

          Foi em noite de Verão
          Que eu te conheci.
          E até fomos actores
          E num filme sem cores
          nos beijamos no fim.

Foi em noite de Verão
Que eu te conheci
E senti a paixão
Da doçura das mãos
Que estendeste p'ra mim.

          Foi em noite de Verão
          Que eu te conheci.
          E tu lembras Paris
          E as noites passadas
          Ali, junto de ti.


ANTÓNIO SALA
Director Geral de Coordenação
da Rádio Renascença
do s/livro "Palavras
Despidas de Música"


publicado por conchitamachado às 08:45
link do post | comentar | ver comentários (25) | favorito
|

AS FESTAS POPULARES PORTUENSES


É com toda a boa vontade
e grande amizade também
que desejo a toda a gente
um Domingo de paz e bem.

No norte de Portugal
há Festas de São João
de todas a principal
é a do Porto do Dragão.

Na Cidade Bracarense
as Festas são d' arrombar
desde o arraial forense
ao Estádio a abarrotar.

No Porto, do centro à Foz,
vai um grande corrupio
desde os netos aos avós
dentro e fora do casario.

Uns chamam-lhe procissão
toda a gente misturada
quanto a mim é a confusão
por todo o lado instalada.

Nos largos a toda a pressa
alhos-porros sempre a dar
com martelos na cabeça
todos batem até fartar.

Que o diga Sto. António,
embirrado co' o São João,
nestas Festas o Demónio
come e bebe até mais não.

São João como resposta
mete uma cunha a São Pedro:
- Vai-te embora frade da Costa,
tu a nós não metes medo!

E não vos digo aqui, não,
o porquê de "Populares"
veriam logo a razão
porque descem dos altares.

Não me venham com mais lérias
que a santidade é um posto
com eles vão-se as misérias
connosco fica o desgosto!


Frassino Machado
In MUSA VIAJANTE


publicado por conchitamachado às 08:23
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Quinta-feira, 21 de Junho de 2007
NÃO HÁ FESTAS POPULARES SEM SANTOS !
SANTOS POPULARES


São gestos culturais
as festas populares
com danças e alegrias
e emoções naturais.

Há muitos e muitos anos
festejamos estes dias,
dá prazer lermos versos
destas belas romarias.

Se me continuas a ler,
como feliz passarinho,
talvez um novo romance
surgirá de mansinho.

Surge aquele amigão,
amor à vista primeira,
irei eu ao som do canto
das rimas do coração.

Com esta vivacidade,
tão bela de mãos dadas,
um amor te declarei
como num conto de fadas.

O que a mim me encanta
são os teus lindos olhos,
rezando a todos os santos
pedindo amor aos molhos.

Plena de frescura e sol
é a luz de todos os santos,
mar de aroma e maresia
protegido por seus mantos.

De repente me lembrei
de um sonho sem igual:
vergel no mundo inteiro
é este nosso Portugal.

O valor que tens é belo,
nunca será fantasia.
És um excelso Poema
na Romaria da Vida!...


Conchita Machado
In MINHA VIDA É UM POEMA


publicado por conchitamachado às 22:50
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Terça-feira, 12 de Junho de 2007
FERNANDO DE BULHÕES - O SANTO ALFACINHA !

 

  

ESTE É O DIA DESEJADO


Este é o dia desejado –
um dia que é património –
‘screve a noiva ao namorado
combinando o seu noivado
sob o olhar de Santo António.

Há muitos dias no ano,
cada um seu brazonado,
mas nenhum é tão festivo
como o do Santo nativo:
este é o dia desejado.

Dizem moças de Lisboa
solteironas do demónio
que lá pela Madragoa
anda tudo numa boa
em dia que é património.

Lá por ser em dia treze
que dizem ser azarado
vem cá sempre o almocreve
e leva ao Santo o que deve
‘screve a noiva ao namorado.

O namorado, ai brejeiro,
põe seu fato encomendado
e pede ao seu milagreiro
namorada por inteiro
combinando o seu noivado.

Encontram-se os dois madraços
com a vida em pandemónio
e são vistos dos terraços
sempre aos beijos e abraços
sob o olhar de Santo António.
 
 
 
Frassino Machado
In AS MINHAS ANDANÇAS


publicado por conchitamachado às 23:53
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Julho 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27

29
30
31


posts recentes

ESTA BALADA DE VERÃO

HISTÓRIA DE UMA NOITE DE ...

AS FESTAS POPULARES PORTU...

NÃO HÁ FESTAS POPULARES S...

FERNANDO DE BULHÕES - O ...

AQUELE MAR DO ANOITECER ....

QUEM TEM UMA MÃE TEM TUDO...

A MULTIFORMIDADE DO AMOR ...

O SOL AINDA BRILHA PARA T...

SETE SÃO OS MARES.... MAS...

arquivos

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds