Espaço comunicativo, de teor artístico-cultural, em que a expressão poética assume o papel de maior relevo. Não há aqui lugar a pessimismos fátuos, a frustrações e/ou falsas evidências... Prevalecerão o bom senso e o critério humanísticos!
Sábado, 31 de Março de 2007
E ASSIM SE HÁ-DE RENASCER !

 

 

NO AR A PRIMAVERA


No ar está a noite
suave deslizar...
Noite é Primavera!
Um sonho d'amor...
na noite perdido.
Mistura as cores...
campo fértil.
Nem a escuridão
pára o tempo...
Sol brilhará!
Sem palavras
Voltará!...


Conchita Machado
In MINHA VIDA É UM POEMA

 

*

E AS AVES VOLTAM ...

 

Quando as aves voltam

a alegria volta,

volta a Primavera

e tudo sorri.

Quando tu sorris

a vida sorri,

sorrir e amar

depende de ti !

..............

Frassino Machado

In CANCIONEIRO



publicado por conchitamachado às 19:48
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Terça-feira, 27 de Março de 2007
ENTREGA PLENA E SUBLIME ...
          
                 TUDO


Se eu fosse a dona da Natureza
Dava os mares, os rios e as fontes,
Dava as minas, florestas e montes,
Da paisagem a sua beleza,
O seu encanto, perfume e cor,
Dava os jardins e prados em flor,
Todos os astros e o Universo,
Contudo o que estiver nele imerso,
Tudo isto, em troca do teu amor...


Maria da Glória Cabral


publicado por conchitamachado às 19:29
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Sábado, 10 de Março de 2007
DA ÁRVORE DA VIDA , A UNÇÃO E A LUZ !

 

                                                    

                                               
FOLHA DE OLIVEIRA


A ORIGEM DA OLIVEIRA. Na sua forma primitiva, remonta à Era Terciária - antes do aparecimento do homem - e situa-se , segundo a opinião de vários autores, na Ásia Menor, talvez na Síria ou Palestina, região onde foram descobertos vestígios de instalações de produção de azeite e fragmentos de vasos datados do início da Idade do Bronze. Em todo o Mediterrâneo, foram encontradas folhas de oliveira fossilizadas, datadas do Paleolítico e do Neolítico.
Actualmente, pensa-se que a espécie à qual pertence a oliveira, a Olea europaea, tem uma origem híbrida, ou seja, é fruto do cruzamento de várias espécies. Entre os seus progenitores encontram-se a Olea africana, originária da Arábia e do Egipto, a Olea ferruginea, proveniente da Ásia, e a Olea laperrini, abundante no Sul de Marrocos e nas Ilhas da Macarronésia.
Por volta de 3000 a.C., a oliveira era cultivada por todo o Crescente Fértil. A difusão desta cultura pela Europa mediterrânea dever-se-á aos gregos.
Os gregos e os romanos, grandes entusiastas e produtores de azeite, eram igualmente pródigos a descobrir-lhe aplicações e, não satisfeitos com as múltiplas utilizações culinárias, usavam ainda o azeite como medicamento, unguento ou bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.
Mais tarde, a cultura do olival espalhou-se pela bacia do Mediterrâneo e, com as expedições marítimas dos portugueses e espanhóis, a oliveira acabou por navegar até às Américas.
Depois, propagou-se um pouco por todo o mundo, onde as condições climatéricas eram favoráveis. 
  
               

                          

                             A ÁRVORE – os mitos e as lendas

Desde sempre, a oliveira está associada a práticas religiosas, mitos e tradições, manifestações artísticas e culturais e a usos medicinais e gastronómicos.
Na Antiga Grécia, as mulheres quando queriam engravidar passavam longos períodos de tempo à sombra das oliveiras. Da madeira das oliveiras faziam-se ceptros reais e com o azeite ungiam-se monarcas , sacerdotes e atletas. Com as folhas faziam-se grinaldas e coroas para os vencedores. A oliveira era também considerada símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória.
Os egípcios, há cerca de 6000 anos, atribuíam a Ísis, a mulher de Osíris, Deus supremo da sua mitologia, o mérito de ensinar e cultivar a oliveira.
Na lenda grega, Palas Atenea, Deusa da Paz e Sabedoria e filha de Zeus, era para os Gregos a mãe da árvore, sob a qual teriam nascido Remo e Rómulo, descendentes dos Deuses e fundadores de Roma, tendo feito brotar a oliveira de um golpe e, na sua grande bondade, ensinado o seu cultivo e o seu uso. Por sua vez, Minerva oferece aos romanos este presente divino, asilo ela mesma da divindade.
A oliveira foi também património dos países mediterrâneos mas, hoje em dia, encontra-se disseminada um pouco por toda a parte, desde a Argentina, Austrália, Chile, Estados Unidos da América, até ao Japão, México e República da África do Sul, entre outros.
É uma árvore de porte médio, muito resistente e com raízes que chegam a atingir os seis metros, sendo conhecidas cerca de 400 espécies. De crescimento lento, normalmente só entra em produção a partir do quinto ano.
A transformação e a melhoria das características desta árvore foram conseguidas pelo homem, ao longo dos tempos, até se obter a espécie que designamos hoje como a oliveira cultivada.
Dentro da espécie, encontram-se diversos grupos de cultivos, espalhados por diferentes zonas oleícolas. O cultivo de maior importância em Portugal é a galega, a Carrasquenha, a Cordovil, a Cobrançosa e a Verdeal.
Dada a sua rusticidade, encontra-se muitas vezes em terrenos onde nenhuma outra planta resistiria, mas quando a oliveira é tratada como uma verdadeira cultura, as produções aumentam em quantidade e, em comparação com situações extremas, também em qualidade.

 

                           

                                MITOS, LENDAS E NARRATIVAS

1. Uma erva antiga no Mundo Moderno.

2. De acordo com a mitologia grega, a Deusa Athena, à qual se deve a existência destas árvores, foi quem plantou a primeira oliveira nas rochas da Acrópole e ofereceu o "poder de iluminar a escuridão, de curar e de hidratar".

3. No Génesis, a pomba de NOÉ traz no bico um ramo de oliveira para lhe mostrar que o mundo revive.

4. No Êxodo, Yaveh prescreve a Moisés a Santa Unção, na qual o azeite se mistura com perfumes raros.

5. No Horto de Getsemani, vivem ainda oito grandes oliveiras que viram rezar, chorar e morrer Cristo.

Pesquisa e composição de
Conchita Machado



publicado por conchitamachado às 18:51
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