Espaço comunicativo, de teor artístico-cultural, em que a expressão poética assume o papel de maior relevo. Não há aqui lugar a pessimismos fátuos, a frustrações e/ou falsas evidências... Prevalecerão o bom senso e o critério humanísticos!
Domingo, 31 de Dezembro de 2006
DO VELHO ESCAPÁMOS ... DO NOVO, VEREMOS !?

 

 

FELICÍSSIMO  ANO  NOVO

A  TODOS  OS  MEUS

ILUSTRES  VISITANTES  !

AUSPICIOSO  2007 !...  Conchita Machado

 

 

 

 



publicado por conchitamachado às 23:05
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|

Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006
UMA ESTRELA NOS ESPERA !

MINHA ESTRELA


O mar olhava as estrelas.
O céu acordar!
Na água,
delicados astros
de cristal!
A Luz surgia
pontual
numa madrugada
sem luar.
Três sábios,
amáveis reis,
em busca...
Caminhos difíceis
de percorrer.
D' Esperança
no meio
da intempérie
viver.
Nos caminhos
a luz entrever.
Indo...
Universo abraçar
estrela perdida
que brilha
no olhar...
Caminho feito
d' encruzilhadas.
Vê, viaja, caminha...
Embarcação
de vela
triangular.
Simples
como fluidez
d' um Sonho
fluente
na planura
do Mar!
Como tendo asas
nas noites
estreladas,
pensa
mundo inteiro.
Vai p' ra janela
o terraço.
No Universo
um Luzeiro!...
O Amor
num Abraço.


Conchita Machado
In MINHA VIDA É UM POEMA



publicado por conchitamachado às 20:01
link do post | comentar | ver comentários (26) | favorito
|

Domingo, 24 de Dezembro de 2006
DA LENDA SE FEZ NATAL E DO NATAL SE FEZ MUNDO !...
DE GRECCIO PARA O MUNDO  II 


O Povorelo de Assis de ânimo inspirado
tocado pela fé, nobreza e humildade,
sonhou fazer de Greccio universal cidade
modelando-a em fiel presépio ornamentado.

Cada caminho rude fez-se engalanado,
a floresta ganhou brandura e equidade,
Francisco, seus confrades, povo em unidade,
sentiram o Natal em clima apaixonado.

Uma pobre família ao vivo enfeitiçada,
uma terna criança em palhas ajeitada
e ali perto um jumento, a vaca e um sorriso...

Dizem ter sido este Natal aquele primeiro
que conseguiu virar o lobo num cordeiro,
mostrando ao já perdido mundo o Paraíso!


Frassino Machado
In ODISSEIA DA ALMA


publicado por conchitamachado às 00:27
link do post | comentar | ver comentários (11) | favorito
|

Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006
PASSA POR MIM NO NATAL !

NATAL DE LUZ


Casa branca suspensa no tempo...
Não se apaga da memória.

O ar tinha cheiro a sândalo da manhã.
A música distante...dos bailes egípcios lá fora.
Os perfumes da fruta estavam cá dentro...

Naquela altura
só via uma criança adormecida...
A paz
irradiava no seu rosto.

Sentada na pedra que dá para o poente...
Como s' alma
a escapar-lhe calmamente
pelos olhos aquosos cansados.

Quando sorri,
seus olhos multicolores...
É como se soltassem no ar
um discurso de milhares de pombas
ligeiramente avermelhadas
pela última Luz do crepúsculo!...

Um anjo afastou a pedra
em su'alma coração
guardou silêncio.

Como presépio aberto
no horizonte...
Ninguém se apercebe
de sua luz
do seu valor!...

Nessa invulgar magia...
O Amor!
Em cada fiozinho de luz
o Sol expandia
d' Alegria!



Conchita Machado
In MINHA VIDA É UM POEMA



publicado por conchitamachado às 21:42
link do post | comentar | ver comentários (26) | favorito
|

Domingo, 10 de Dezembro de 2006
DE GRECCIO PARA O MUNDO

         
Adaptação de
Frassino Machado
Inspirado nos Escritos de
Tomás de Celano,
Cronista da OFM

Precisamos de recordar com todo o respeito e admiração o que fez São Francisco de Assis, na vigília de Natal do ano da graça de 1223, no povoado de Greccio, evento que teve lugar três anos antes de sua gloriosa morte.
Havia nessa povoação um homem chamado João, de boa fama e vida ainda melhor, a quem São Francisco tinha especial amizade porque, sendo muito nobre e honrado em sua terra, desprezava a riqueza humana para seguir a nobreza de espírito.
Uns quinze dias antes do Natal, São Francisco mandara chamá-lo, como costumava, e disse: "Se tu quiseres que nós celebremos o Natal em Greccio, é bom começar a prepará-lo diligentemente e desde já a pensar no que vou dizer. Quero lembrar o menino que nasceu em Belém, as dificuldades que a família de Nazaré passou, como foi posto num presépio, e ver com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro".
Ouvindo isso, o homem bom e fiel correu imediatamente a preparar diligentemente, com a ajuda de alguns amigos, o que o Santo tinha dito, no lugar indicado.
Aproximou-se o dia da festividade e da alegria e com ele o tempo da exultação.
De muitos outros lugares e povoações foram chamados os irmãos: homens e mulheres, novos e velhos, de acordo com suas posses. Todos prepararam cheios de alegria tochas e archotes para iluminar a noite que tinha iluminado todos os dias e anos com sua brilhante estrela. Por fim, chegou também o Santo e, vendo tudo de acordo com o que planeara, ficou contentíssimo.
Fizeram um presépio, trouxeram palha, um boi e um burro. Greccio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade. A noite ficou iluminada como o dia e estava deliciosa para os homens e para os animais. O povo foi chegando e alegrou-se com o mistério renovado nesta realidade tão oportuna e inovadora. O bosque ressoava com as vozes que ecoavam nos morros. Os frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor e pela noite inteira todos conviveram e se rejubilaram.
O Santo parou diante do presépio e suspirou, cheio de devoção e de alegria.
A missa foi celebrada ali mesmo no presépio, tendo o sacerdote que a celebrou sentido uma piedade que jamais experimentara até então.
O Santo vestiu dalmática, porque era diácono, e cantou com voz sonora o santo Evangelho. De fato, era "uma voz forte, doce, clara e sonora", convidando a todos a cantar as alegrias eternas.
Depois pregou ao povo presente, afirmando com fé coisas maravilhosas sobre o nascimento do Rei pobre e sobre a pequena cidade de Belém. Muitas vezes, quando queria chamar Cristo a Jesus, chamava-o também com muito amor de "menino de Belém", e pronunciava a palavra "Belém" como o balido de uma ovelha, enchendo a boca com a voz e mais ainda com doce afeição. Também estalava a língua quando falava "menino de Belém" ou "Jesus", saboreando a doçura dessas palavras.
Multiplicaram-se nesse lugar as maravilhas do Todo-Poderoso. Aconteceu que um homem de virtude teve uma visão admirável. Pareceu-lhe ver deitado no presépio um bebé dormindo, que acordou quando o Santo chegou perto. E essa visão veio muito a propósito, porque o menino Jesus estava de facto dormindo no esquecimento de muitos corações, nos quais, por sua graça e por intermédio de São Francisco, ele ressuscitou e deixou a marca de sua lembrança.
Quando terminou a vigília solene, todos voltaram contentes para casa. Guardaram a palha usada no presépio para que o Senhor curasse os animais, da mesma maneira que tinha multiplicado Sua santa misericórdia. De facto, muitos animais que padeciam das mais diversas doenças naquela região comeram daquela palha e tiveram uma cura feliz.
Da mesma sorte, homens e mulheres conseguiram a cura das mais variadas e estranhas doenças.
O lugar do presépio foi consagrado a um templo do Senhor e no próprio lugar da manjedoura construíram um altar em honra de nosso pai Francisco e dedicaram uma igreja para que, onde os animais já tinham comido o feno, passassem os homens a se alimentar, para salvação do corpo e da alma, com a carne do cordeiro imaculado e não contaminado, Jesus Cristo Nosso Senhor que se ofereceu nascendo por nós, naquela Santa Noite, com todo o seu inefável amor...

Tomás de Celano
In Primeiro Livro (Fontes Franciscanas)


publicado por conchitamachado às 08:49
link do post | comentar | ver comentários (12) | favorito
|

Sábado, 9 de Dezembro de 2006
«MATRONA DO ESTADO PORTUGUÊS»

IMACULADA CONCEIÇÃO
 
A solenidade da Imaculada Conceição é uma festa litúrgica da Igreja Católica celebrada no dia 8 de Dezembro. A afirmação da Imaculada Conceição de Maria pertence à fé cristã. É um dogma da Igreja que foi definido no Século XIX, após uma longa reflexão e de amadurecimento.
Imaculado Coração de Maria significa que a Virgem Maria foi preservada do pecado original  desde o primeiro instante de sua existência.
Nascida há cerca dois mil anos, numa região da Palestina, Nossa Senhora teve como pais São Joaquim e Santa Ana. Foi concebida, por obra e graça do Espírito Santo, sem mácula do pecado original, diferenciando-se assim de todos os outros mortais.
A maternidade divina de Maria é a base e a origem da sua Imaculada Conceição. A razão de Maria ser preservada do pecado original reside na sua própria vocação: vir a ser mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus que assumiu a nossa natureza humana.
O senso comum dos fiéis sempre acreditou na imunidade de Maria relativamente ao pecado original. Tanto no Oriente como no Ocidente, na piedade e na liturgia, desde os primeiros Séculos, se compraziam em celebrar a santidade e pureza da Mãe de Jesus. A reflexão teológica da Igreja foi aprofundando, aos poucos, essa crença do povo de Deus. Os escritos cristãos do Século II dão já testemunho desta, concebendo Maria como a nova Eva ao lado de Jesus, o novo Adão, na luta contra o mal. O Proto Evangelho de Tiago, obra apócrifa antiga, narra que Nossa Senhora é diferente dos outros seres humanos. No Século IV, Santo Efrén (306-373), diácono teólogo e compositor de hinos, propunha quer só Jesus Cristo e Maria de Nazaré são limpos e puros de toda a mancha de pecado. Já no Século VIII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria a 8 de Dezembro ou nove meses antes da festa da natividade de Nossa Senhora, comemorada a 8 de Setembro. N Século X, na Grã-Bretanha, celebrava-se também a festividade da Imaculada Conceição de Maria.
Entretanto o debate entre teólogos perpassou vários Séculos, tendo opositores e defensores da doutrina da Imaculada Conceição. Coube a Duns Escoto (1266-1308), teólogo franciscano, avançar no debate teológico, argumentando que Maria foi preservada do pecado original em previsão dos méritos de Jesus Cristo, o Salvador Universal. Dizia ele: “Convinha que Deus fizesse a excepção; podia fazê-la; portanto, a fez! ... Deus concebeu a Maria o privilégio especial da redenção de Jesus de forma antecipada e preventiva”.
A posição de Duns Escoto foi-se afirmando pouco a pouco, triunfando sobre as restrições e hesitações dos grandes teólogos da Igreja. Já no Concílio de Trento (1545-1563) nenhuma objecção teológica abalou a crença na Imaculada Conceição, mas os participantes julgaram que a questão não estava ainda madura para justificar uma posição definitiva.
Com o passar dos séculos, no debate dos teólogos foi-se acalmando, clarificando e aprofundando ainda mais «a questão mariana». No século XIX, finalmente, o Papa Pio IX interpelou os bispos dos diversos países, evidenciando que a necessidade de se declarar o privilégio da Imaculada Conceição de Maria exprimiria o sentimento comum de toda a Igreja. Todavia, a consulta ressaltava que é necessário relacionar tal privilégio com a redenção de Jesus Cristo.
Aos 8 de dezembro de 1854, Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, fez a definição e proclamação oficial do Dogma da Imaculada Conceição de Maria. Testemunharam, para além do Papa, 53 cardeais, 43 arcebispos, mais de 100 bispos e a passar de 50.000 romeiros vindos de todas as partes do mundo.
                                                 *****
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, PADROEIRA DE PORTUGAL 
 
Nas cortes celebradas em Lisboa no ano de 1646 declarou el-rei D. João IV que tomava a Virgem Nossa Senhora da Conceição por padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe em seu nome, e dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro.
Ordenou o mesmo soberano que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Não foi D. João IV o primeiro monarca português que colocou o reino sob a protecção. da Virgem, apenas tornou permanente uma devoção, a que os nossos reis se acolheram algumas vezes em momentos críticos para a pátria. D. João I punha nas portas da capital a inscrição louvando a Virgem, e erigia o convento da Batalha a Nossa Senhora, como o seu esforçado companheiro D. Nuno Álvares Pereira levantava a Santa Maria o convento do Carmo.
Mas foi por provisão de 25 de Março do referido ano de 1646 que se mandou tomar por padroeira do reino Nossa Senhora da Conceição. Comemorando este facto cunharam-se umas medalhas de ouro de 22 quilates, com o peso de 12 oitavas, e outras semelhantes mas de prata, com o peso de uma onça, as quais foram depois admitidas por lei como moedas correntes, as de ouro por 12$000 réis e as de prata por 600 réis.
Segundo diz Lopes Fernandes, na sua Memoria das medalhas, etc., consta do registo da Casa da Moeda de Lisboa, liv. 1, pag. 256, v. que António Routier foi mandado vir de França, trazendo um engenho para lavrar as ditas medalhas, as quais se tornaram excessivamente raras, e as que aquele autor numismata viu cunhadas foram as reproduzidas na mesma Casa da Moeda no tempo de D. Pedro II.
Acham-se também estampadas na Historia Genealógica, tomo IV, tábua EE. A descrição é a seguinte: JOANNES IV, D. G. PORTUGALIAE ET ALGARBIAE REX – Cruz da ordem de Cristo, e no centro as armas portuguesas. Reverso: TUTELARIS RE­GNI – Imagem de Nossa Senhora da Conceição sobre o globo e a meia lua, com a data de 1648, e; nos lados o sol, o espelho, o horto, a casa de ouro, a fonte selada e arca do santuário.


publicado por conchitamachado às 06:01
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006
O SURREALISMO DA VIDA




A VIDA SONHANDO



Não consegue deixar de sonhar
e
como átomo no espaço...
Admira a grandeza
sobre o nada
da vida

Faz vibrar cordas do coração
e
com dedos de flores
toca aroma
d' amores

Se com frutos
a
estação...
Seu canto sabe a flores...
É poema sedução

Músicas
inter-valsas
se agregam harmoniosas
nas matas silenciosas...

Se inseguro incerto
o mar...
Seus sonhos
nunca hão-d' acabar...

Seus cantos parecem novos
se canta
p' ra todos os povos!...


Conchita Machado
In MINHA VIDA É UM POEMA



publicado por conchitamachado às 12:12
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Julho 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27

29
30
31


posts recentes

ESTA BALADA DE VERÃO

HISTÓRIA DE UMA NOITE DE ...

AS FESTAS POPULARES PORTU...

NÃO HÁ FESTAS POPULARES S...

FERNANDO DE BULHÕES - O ...

AQUELE MAR DO ANOITECER ....

QUEM TEM UMA MÃE TEM TUDO...

A MULTIFORMIDADE DO AMOR ...

O SOL AINDA BRILHA PARA T...

SETE SÃO OS MARES.... MAS...

arquivos

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds