Espaço comunicativo, de teor artístico-cultural, em que a expressão poética assume o papel de maior relevo. Não há aqui lugar a pessimismos fátuos, a frustrações e/ou falsas evidências... Prevalecerão o bom senso e o critério humanísticos!
Domingo, 25 de Junho de 2006
CONCURSO DAS QUADRAS POPULARES - Resultado Final

ÓLH' Ó  CONCURSO !!! 

RESULTADOS DA VOTAÇÃO
DAS
quadras populares

1º Lugar ........... Quadra nº 09 , 26 pontos

"Tu tens o Menino ao colo
com a mãozinha no ar
ao olhar p' ra Ele choro
lembra-me eu a brincar!"
                                       Ruben Milheiras, 9º Ano

 2º Lugar ........... Quadra nº 33 , 20 pontos

"Santo António, Santo querido,
ajuda-me a bem casar
preciso de um bom marido
que me leve até ao altar!"
                               Tânia Paiva, 10º Ano
 
3º Lugar ........... Quadra nº 26 , 19 pontos

"Santo António abancou
p' ra vender os manjericos
mas a venda minguou
qu' há mais pobres do que ricos..."
                     Filipa de Jesus, 10º Ano
 
 
PARABÉNS !

 



publicado por conchitamachado às 17:19
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Quarta-feira, 14 de Junho de 2006
"BEM-AVENTURADOS PEIXES ... QUE OUVIRAM A VOZ DE STO. ANTÓNIO !!!
OLHÓ CONCURSO  !!!

Ólhó concurso popular
que não carece de ciência
apenas arte de esperar
e muita, muita paciência !

O prazo já está a passar
mas está tudo inibido
e, pelo andar da carruagem,
vai-se acabar esta viagem
sem o Santo ficar servido !

*

Amigos, vão ao post
"Quadras Populares"
e
Votem !

CONCHITA
*


publicado por conchitamachado às 11:31
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Terça-feira, 13 de Junho de 2006
O INSIGNE PILAR DA IGREJA E DA CRISTANDADE

                                          SANTO ANTÓNIO DE LISBOA 
                                           ( Lisboa, 1195 - Pádua, 1231 )

                         Pesquisa e arranjo de Tânia Paiva, aluna do 10º Ano
 
Foi um frade franciscano e Doutor da Igreja português. Santo António, de seu nome Fernando de Bulhões – nome que lhe é dado pelos seus pais – terá frequentado as primeiras letras na escola da Sé de Lisboa, em cujas proximidades nasceu. Ele era muito extrovertido e traquinas, em criança. Conta-se que o seu passatempo preferido era ir esconder-se para junto dos fontanários e esperar lá pelas raparigas dos bairros típicos de Lisboa que iam com suas cantarinhas à água. Ora, o traquinas, atirava com pedras às cantarinhas que estavam a encher, partindo-as. Depois, divertindo-se, fugia pelas ruas. Mas um certo dia uma das raparigas, mais afoita e tão reguila como ele, foi atrás dele e agarrou-o ameaçando que o levava ao seu austero pai. Ele, chorando diz-lhe que está arrependido e, pedindo-lhe os cacos do cântaro que ele partira juntou-os e – reza a lenda – voltou a compor o cântaro, para espanto da rapariga. Entretanto ele desapareceu e foi-se refugiar no mosteiro de São Vicente, onde os frades gostavam muito dele e o protegiam da ira do pai. Mas, mais tarde, o seu próprio pai foi lá buscá-lo. Só que os frades disseram-lhe que ele ficaria lá para ser também futuro frade. O pai, apesar de indignado com esta rebeldia, lá acabou por condescender e deixou-o entregue à sorte, isto é, àquela vocação meia compulsiva. É assim que Fernando abraça a vida religiosa e se prepara para os seus rigorosos e aturados estudos. A educação e formação que recebeu foi notável. Ele começa por tornar-se frade Agostinho mas todavia quis o destino que viesse, por força das ordens de então, a mudar de nome e de Instituição. Ainda não tinha vinte anos e há notícias dele em Coimbra, para onde se mudou para se dedicar aos altos Estudos Universitários no Mosteiro de Santa Cruz. E é aqui que é ordenado sacerdote. Em 1220 torna-se frade franciscano no Eremitério de Santo Antão dos Olivais, de Coimbra, tendo adoptado o nome de António. Foi aqui que teve conhecimento da vinda para Portugal dos restos mortais de frades franciscanos, martirizados em terras de missão, em Marrocos. António, ficando impressionado com a coragem destes seus irmãos de vocação, desde logo se propôs a ir também para terras de missão. Parte assim para Marrocos em missão apostólica. Contudo, ao chegar a África e não aguentando os rigores do clima e das viagens desse tempo adoeceu gravemente e, mais uma vez o destino, mudou toda a sua vida. De regresso a Portugal, com a força dos ventos e das marés, o navio rumou para o Mediterrâneo e, em breve tempo, achou-se são e em terras de Itália. Os primeiros contactos com seus irmãos de religião – ainda era vivo São Francisco de Assis – foram discretos e humildes. Mas muito cedo o acaso vai fazer dele um fenómeno de notoriedade. São Francisco convoca-o, em 1221, para o Capítulo Geral da Ordem. E é logo ali que revela os seus talentos de orador a pregar perante os seus confrades e de tal maneira cativa São Francisco que este o convida a ensinar Teologia nas escolas franciscanas. Por força da História da Igreja do Ocidente e das graves crises de identidade vai ser o papa de Roma que o vai nomear como a voz oficial da própria Cristandade para que, diante dos heréticos do sul de França – os Albigenses ou Cátaros – e dos incrédulos cristãos europeus seja ele a traçar as vias da fé e das verdades dogmáticas que era urgente restaurar. É nesta sequência que António surge a ensinar nas universidades de Bolonha, Montpellier e Toulouse. Em 1227 é nomeado pela Ordem Franciscana ministro provincial no Norte de Itália. Já com fama de santo e venerado por todos por onde passava destinou os últimos anos da sua vida ensinando Teologia em Pádua. É aqui, nesta cidade onde é acolhido carinhosamente, que veio a falecer exausto , em 1231. Tão depressa cresceu a fama dos seus milagres que o papa Gregório IX , perante milhares de testemunhos credíveis, não hesitou em canonizá-lo apenas nove meses depois da sua morte – caso único até hoje na história da Igreja – e já em pleno Século XX, em 1946 – o papa Pio XII considerando-o “exímio teólogo e insigne mestre em matérias de ascética e mística” o proclama como Doutor da Igreja, isto é, um dos fundamentais pilares que a suporta.



publicado por conchitamachado às 12:08
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PARA BOM ENTENDEDOR... !


SERMÃO DE STO. ANTÓNIO AOS PEIXES

Feito e pregado pelo Pe. António Vieira,
em S. Luis do Maranhão, no dia 13 de Junho de 1654 !
 
Estratos Essenciais
 
« Isto suposto, quero hoje, à imitação de Santo António, voltar-me da terra ao mar, e já que os homens se não aproveitam, pregar aos peixes. O mar está tão perto que bem me ouvirão. Os demais podem deixar o sermão, pois não é para eles.
................................................................
Enfim, que havemos de pregar hoje aos peixes? Nunca pior auditório. Ao menos têm os peixes duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não falam. Uma só cousa pudera desconsolar ao pregador, que é serem gente os peixes que se não há-de converter. Mas esta dor é tão ordinária, que já pelo costume quase se não sente. Por esta causa mão falarei hoje em Céu nem Inferno; e assim será menos triste este sermão, do que os meus parecem aos homens, pelos encaminhar sempre à lembrança destes dois fins.
...........................................
Vos estis sal terrae. Haveis de saber, irmãos peixes, que o sal, filho do mar como vós, tem duas propriedades, as quais em vós mesmos se experimentam: conservar o são e preservá-lo para que se não corrompa. Estas mesmas propriedades tinham as pregações do vosso pregador Santo António, como também as devem ter as de todos os pregadores. Uma é louvar o bem, outra repreender o mal: louvar o bem para o conservar e repreender o mal para preservar dele. Nem cuideis que isto pertence só aos homens, porque também nos peixes tem seu lugar.
...................................................
Quando Cristo comparou a sua Igreja à rede de pescar, Sagenae missae in mare, diz que os pescadores «recolheram os peixes bons e lançaram fora os maus»: Elegerunt bonos in vasa, malos autem foras miserunt. E onde há bons e maus, há que louvar e que repreender. Suposto isto, para que procedamos com clareza, dividirei, peixes, o vosso sermão em dois pontos: no primeiro louvar-vos-ei as vossas virtudes, no segundo repreender-vos-ei os vossos vícios. E desta maneira satisfaremos às obrigações do sal, que melhor vos está ouvi-las vivos, que experimentá-las depois de mortos.
Começando pois, pelos vossos louvores, irmãos peixes, bem vos pudera eu dizer que entre todas as criaturas viventes e sensitivas, vós fostes as primeiras que Deus criou. A vós criou primeiro que as aves do ar, a vós primeiro que aos animais da terra e a vós primeiro que ao mesmo homem. Ao homem deu Deus a monarquia e o domínio de todos os animais dos três elementos, e nas provisões em que o honrou com estes poderes, os primeiros nomeados foram os peixes: Ut praesit piscibus maris et volatilibus caeli, et bestiis, universaeque terrae.
..............................................
Estes e outros louvores, estas e outras excelências de vossa geração e grandeza vos pudera dizer, ó peixes; mas isto é lá para os homens, que se deixam levar destas vaidades, e é também para os lugares em que tem lugar a adulação, e não para o púlpito.
..........................
Muito louvor mereceis, peixes, por este respeito e devoção que tivestes aos pregadores da palavra de Deus, e tanto mais quanto não foi só esta a vez em que assim o fizestes. Ia Jonas, pregador do mesmo Deus, embarcado em um navio, quando se levantou aquela grande tempestade; e como o trataram os homens, como o trataram os peixes? Os homens lançaram-no ao mar a ser comido dos peixes, e o peixe que o comeu, levou-o às praias de Nínive, para que lá pregasse e salvasse aqueles homens. É possível que os peixes ajudam à salvação dos homens, e os homens lançam ao mar os ministros da salvação?! Vede, peixes, e não vos venha vanglória, quanto melhores sois que os homens. Os homens tiveram entranhas para deitar Jonas ao mar, e o peixe recolheu nas entranhas a Jonas, para o levar vivo à terra.
..............................................
Mas porque nestas duas acções teve maior parte a omnipotência que a natureza (como também em todas as milagrosas que obram os homens) passo às virtudes naturais e próprias vossas. Falando dos peixes, Aristóteles diz que só eles, entre todos os animais, se não domam nem domesticam. Dos animais terrestres o cão é tão doméstico, o cavalo tão sujeito, o boi tão serviçal, o bugio tão amigo ou tão lisonjeiro, e até os leões e os tigres com arte e benefícios se amansam. Dos animais do ar, afora aquelas aves que se criam e vivem connosco, o papagaio nos fala, o rouxinol nos canta, o açor nos ajuda e nos recreia; e até as grandes aves de rapina, encolhendo as unhas, reconhecem a mão de quem recebem o sustento. Os peixes, pelo contrário, lá se vivem nos seus mares e rios, lá se mergulham nos seus pegos, lá se escondem nas suas grutas, e não há nenhum tão grande que se fie do homem, nem tão pequeno que não fuja dele. Os autores comummente condenam esta condição dos peixes, e a deitam à pouca docilidade ou demasiada bruteza; mas eu sou de mui diferente opinião. Não condeno, antes louvo muito aos peixes este seu retiro, e me parece que, se não fora natureza, era grande prudência. Peixes! Quanto mais longe dos homens, tanto melhor; trato e familiaridade com eles, Deus vos livre! Se os animais da terra e do ar querem ser seus familiares, façam-no muito embora, que com suas pensões o fazem. Cante-lhes aos homens o rouxinol, mas na sua gaiola; diga-lhes ditos o papagaio, mas na sua cadeia; vá com eles à caça o açor, mas nas suas piozes; faça-lhes bufonarias o bugio, mas no seu cepo; contente-se o cão de lhes roer um osso, mas levado onde não quer pela trela; preze-se o boi de lhe chamarem formoso ou fidalgo, mas com o jugo sobre a cerviz, puxando pelo arado e pelo carro; glorie-se o cavalo de mastigar freios dourados, mas debaixo da vara e da espora; e se os tigres e os leões lhe comem a ração da carne que não caçaram no bosque, sejam presos e encerrados com grades de ferro. E entretanto vós, peixes, longe dos homens e fora dessas cortesanias, vivereis só convosco, sim, mas como peixe na água. De casa e das portas a dentro tendes o exemplo de toda esta verdade, o qual vos quero lembrar, porque há filósofos que dizem que não tendes memória.
.............................
Vede, peixes, quão grande bem é estar longe dos homens. Perguntando um grande filósofo qual era a melhor terra do Mundo, respondeu que a mais deserta, porque tinha os homens mais longe.
.....................................
Antes, porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossas repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já que não seja de emenda. A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. Olhai como estranha isto Santo Agostinho: Homines pravis, praeversisque cupiditatibus facti sunt, sicut pisces invicem se devorantes: «Os homens com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes, que se comem uns aos outros.» Tão alheia cousa é, não só da razão, mas da mesma natureza, que sendo todos criados no mesmo elemento, todos cidadãos da mesma pátria e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer! Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a fealdade deste escândalo, mostrou-lho nos peixes; e eu, que prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, quero que o vejais nos homens.
Olhai, peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá; para a cidade é que haveis de olhar. Cuidais que só os Tapuias se comem uns aos outros? Muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os Brancos. Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas; vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão-de comer e como se hão-de comer. Morreu algum deles, vereis logo tantos sobre o miserável a despedaçá-lo e comê-lo. Comem-no os herdeiros, comem-no os testamenteiros, comem-no os legatários, comem-no os credores; comem-no os oficiais dos órfãos e os dos defuntos e ausentes; come-o o médico, que o curou ou ajudou a morrer; come-o o sangrador que lhe tirou o sangue; come-a a mesma mulher, que de má vontade lhe dá para a mortalha o lençol mais velho da casa; come-o o que lhe abre a cova, o que lhe tange os sinos, e os que, cantando, o levam a enterrar; enfim, ainda o pobre defunto o não comeu a terra, e já o tem comido toda a terra.
Já se os homens se comeram somente depois de mortos, parece que era menos horror e menos matéria de sentimento. Mas para que conheçais a que chega a vossa crueldade, considerai, peixes, que também os homens se comem vivos assim como vós. Vivo estava Job, quando dizia: Quare persequimini me, et carnibus meis saturamini? «Porque me perseguis tão desumanamente, vós, que me estais comendo vivo e fartando-vos da minha carne?» Quereis ver um Job destes?
Vede um homem desses que andam perseguidos de pleitos ou acusados de crimes, e olhai quantos o estão comendo. Come-o o meirinho, come-o o carcereiro, come-o o escrivão, come-o o solicitador, come-o o advogado, come-o o inquiridor, come-o a testemunha, come-o o julgador, e ainda não está sentenciado, já está comido. São piores os homens que os corvos. O triste que foi à forca, não o comem os corvos senão depois de executado e morto; e o que anda em juízo, ainda não está executado nem sentenciado, e já está comido.
......................
A maldade é comerem-se os homens uns aos outros, e os que a cometem são os maiores, que comem os pequenos: Qui devorant plebem meam, ut cibum panis. »


publicado por conchitamachado às 10:14
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Segunda-feira, 12 de Junho de 2006
A PROPÓSITO DO CONCURSO DE QUADRAS A STO. ANTÓNIO

ESTIMADOS LEITORES

E

VISITANTES

será bom que - ao entrarem no "post" das QUADRAS - em
Comentários - coloquem logo a respectiva ordem. Exemplo:
      1º -  Quadra nº ...... ,  x  pontos
2º -  Quadra nº ...... ,  y     »
3º -  Quadra nº ...... ,  z     »

Usem, por favor, a escala de 1 a 5 mas sem repetir ... a não ser em
caso de ex - aequo !

OBRIGADO PELA V. COLABORAÇÃO !!!







publicado por conchitamachado às 10:54
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Domingo, 11 de Junho de 2006
CONCURSO ESTUDANTIL DE QUADRAS POPULARES A SANTO ANTÓNIO
AMIGOS LEITORES / VISITANTES DESTA PÁGINA
ESPERO QUE ACEITEM O CONVITE DO NOSSO
POPULAR SANTO PARA PARTICIPAREM NESTE
CONCURSO INTERESSANTE E ORIGINAL :
Nota 1 : Ao lerem as  Quadras  façam o vosso comentário
atribuindo ( na escala de 1 a 5 )  pontuação às melhores
três !  Exemplo :  Quadra nº .... , x pontos
                               Quadra nº ....., y pontos
                               Quadra nº ....., z pontos
Nota 2 :  O início do Concurso :
Dia de Sto. António ( 13 de Junho )
e Final de Concurso :
24 de Junho - S. João ( à meia noite ) !
Nota 3 : Divulgação do resultado,
ao público e aos interessados :
Dia 25 de Junho.
Nota 4 : Todos estão convidados a participar !!!   
                                CONCHITA
CONCURSO DE QUADRAS POPULARES
                           A
                  STO. ANTÓNIO

( Alunos do 9º e 10º Anos de 2005 / 2006 )


1 – André Carmo

Santo António de Lisboa,
ó meu Santo padroeiro,
esta cidade mal cheirosa
livra-a já do mau cheiro.


2 – Ângela Monteiro

Ó meu grande Santo António,
bendito Santo Antoninho,
chega-me o teu coração
p' ra minha grande paixão.


3 – Elizabete Alves

Ó Santo, meu padroeiro,
amigo de toda a gente
dá-me já algum dinheiro
p' ra que eu fique contente.


4 – Filipe Joaquim

Santo António que Deus tem
o teu Portugal te espera
e no estrangeiro também
é teu nome que impera.


5 – Gonçalo Ferreira

Santo António, Santo António,
tuas marchas 'stão na rua
o teu dia está a chegar
e eu quero entrar na tua.


6 – Lúcia Trigueiros

Ó meu rico Santo António,
meu fresco Santo Antoninho,
dá-me já uma sardinha
p’ ra levar ao meu' morzinho.


7 – Paulo Lavadinho

Ó meu Santo de Lisboa
a vida não está a ser boa
mas tudo pode mudar
se tu me vieres a ajudar.


8 – Rubem Martins

Santo António, Santo António,
que bonito que tu és,
vou buscar um manjerico
p' ro colocar a teus pés.


9 – Rubem Milheiras

Tu tens o Menino ao colo
com a mãozinha no ar
ao olhar p' ra Ele choro
lembra-me eu a brincar.


10 – Ana Pereira

Pelas ruas vão passar
as Marchas de Portugal
para todos admirarmos
Santo António sem igual.


11 – Ana Rita Silva

Santo António ‘stá a chegar
e há sardinhas p’ ra comer
se o nosso Santo aparecer
vai ser mesmo até fartar.


12 – Cátia Afonso

Santo António, meu amigo,
meu amigo Santo António,
ajudai-me e a todo o povo
a vencer qualquer demónio.


13 – Cristiana Ferreira

Meu querido Santo António
eu te espero, vem depressa,
porque me encontro aflita
com forte dor de cabeça.


14 – David Lopes

Sto. António da Mouraria
deixa-te de improvisar
traz-me rimas de poesia
para que eu possa brilhar.


15 – Débora Aranha

Vamos já de rua em rua
p’ ra ver as marchas passar
Santo António anda na lua
e nós fartos de esperar.


16 – Isaque Rodrigues

Já chegou o Santo António
ora agora é só dançar
com os Santos Populares
dá-se à perna até fartar.


17 – Joana Lopes

Rezemos a Santo António
por nossas causas perdidas
viva o Santo Padroeiro
salvador de muitas vidas.


18 – João Dias

Santo António ‘stá a chegar
venha lá o casamento
vamos todos festejar
p’ ra não ser um desalento.


19 – João Noronha

Santo António já lá vem
até traz sardinha assada
como ele não há ninguém
p’ ra alegrar a moçarada.


20 – Michael Rita

Santo António, Santo António,
meu Santo casamenteiro,
ajuda lá o nosso povo
a não ser tão batoteiro.


21 – Pedro Pires

Meu rico Santo Antoninho
tão esperto como és
traz-me sardinhas e vinho
haja marchas e olés !


22 – Rui Neves

No dia de Santo António
há festejos de arrombar
está p’ ra fora o demónio
vamos lá a aproveitar !


23 – Sónia Pereira

‘Stá connosco o Santo António
haja fevras, vinho e pão
mais as Marchas Populares
p´ ra alegrar o coração !


24 – Andreia Lopes

Nestas Marchas de Lisboa
há todo um povo que dança
vê-se muita gente boa
e outra que até balança.


25 – Carlos Pinto

Nestes Santos Populares
ninguém fica indiferente
saem todos dos seus lares
e acontece um mar de gente.


26 – Filipa de Jesus

Santo António abancou
p’ ra vender os manjericos
mas a venda minguou
qu’ há mais pobres do que ricos...


27 – Jorge Cá e Sá

Sejam pobres, sejam ricos,
comprem lá seus maganões
ponham bolsas em fanicos
e deitem p’ ra cá uns tostões.


28 – Patrícia Gomes

Na noite de Santo António
toda a gente se diverte
e num fresco pandemónio
cada moça se derrete.


29 – Pedro Teixeira

Santo António casamenteiro
és o Santo de Lisboa
se queres casar alguém
não deixes ninguém à toa.


30 – Raquel Costa

Santo António de Lisboa
és dos Santos o maior
p’ ra se ter a vida boa
haja Festas com amor.


31 – Rita Matos

Santo António já lá vai
pelas ruas de Lisboa
cada um que à rua sai
canta até qu’ a voz lhe doa.


32 – Tiago Justo

Esta Lisboa anda em festa
Santo António é padroeiro
a farra ninguém contesta
seja santo ou brejeiro...


33 – Tânia Paiva

Santo António, Santo querido,
ajuda-me a bem casar
preciso de um bom marido
que me leve até ao altar.


34 – Tânia Gonçalves

Santo António, minha beldade,
a gente s’ alegra e dança
na Avenida da Liberdade
vão as Marchas da esperança!

*****


publicado por conchitamachado às 23:15
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Quarta-feira, 7 de Junho de 2006
E PELO ROCIO ME VOU BANHANDO !...
GOTA DE ORVALHO


Se algo valho ...
Ah! Quem me dera saber ...
Minha vida é um atalho,
Nunca sei
Por onde vou,
Não sei
Se recebo ou se dou ...
Mas sigo ...
E por onde sigo e vou
Mesmo sem entender
Sou como a gota do orvalho
Que ao sol se vai derreter ...
Se algo valho ?!...
Ah! Quem me dera saber ...
E se às vezes
Penso que valho ...
Valho... por nada valer !...


Celeste Reis


publicado por conchitamachado às 19:50
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DA PALAVRA NASCE A PARÁBOLA E DESTA A LUZ !
 
 
 
                                                    A PALAVRA

Tudo nasce pela magia contagiante da primeira palavra que arrasta consigo o mistério e a redenção do texto, que se vai, pouco a pouco, modelando, cortando, matando, recriando... A escrita é um mundo de tal modo fascinante que, pelo fascínio nos perdemos e, sem sabermos porquê nos encontramos no limiar de algo que nos escapa e que é a palavra, ela própria, em todo o seu esplendor, de corpo inteiro, nascida da Verdade e do Tempo. Ela existe para além de tudo e antes de tudo, permanecendo na sua insustentável firmeza, plena de sentido e de valor. Ela redime, ela ama, ela vive, ela morre, reduzindo-se ao silêncio, quando o Homem não encontra a medida exacta para a expressão que lhe aflora ao pensamento...        A PALAVRA, mesmo morrendo, proclamará, para sempre, a sua imortalidade, num espaço e num tempo onde o Homem jamais será Senhor!

Francisca Rosa


publicado por conchitamachado às 19:16
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AS MARÉS QUE ME TOCAM ...




NUVEM QUE PASSA

Um grande mar
de ondas paradas...

Deitada de costas
rosto voltado
para o Alto.
Nuvem enorme
( como castelo
medieval )
tolda o Sol
por
momentos...
Fica coberta
por
sombra ténue
da nuvem.
Bola de fogo
aparece!
Fecha os olhos...

Tocando nuvens
quer ser livre...
Sob o Sol!

Conchita Machado
In MINHA VIDA É UM POEMA


publicado por conchitamachado às 11:51
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A NATUREZA É BOA, O HOMEM É QUE NÃO A ENTENDE !



ECOLOGIA HUMANA

A Vida Humana é o resultado de acções complexas concebidas no binómio Homem-Ambiente em constantes transacções entre tudo o que os homens realizam através de culturas e civilizações e as subtâncias e energia que lhe são indispensáveis. É, em suma, o produto da interacção de si mesmo com o meio. A tomada de consciência de que toda a humanidade se encontra ameaçada na sua própria existência é já uma constante no Homem. As aplicações inconsideradas das descobertas científicas e técnicas, aliadas aos resíduos industriais e aos produtos químicos nocivos que se acumulam e propagam sobre toda a superfície de globo, é uma via rápida para a poluição e destruição das próprias fontes de Vida: o ar, a água, o solo. Por todas a parte a vegetação recua perante as ameaçadoras conturbações e espécies inteiras de animais e plantas encontram-se em vias de extinção, o que revela imaturidade psíquica dos adultos e uma ausente educação infantil no respeito pela Natureza e no conhecimento das leis de uma vida sã, propícia ao desenvolvimento das faculdades criadoras capazes de formar seres equilibrados e com alegria de viver.
Dr. Júlio Roberto


publicado por conchitamachado às 11:31
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